A casa virou um campo minado
Brigas, agressividade, objetos quebrados e medo. Ninguém entra mais no quarto, e a relação com os filhos foi a primeira a se perder.
Internação terapêutica / sigilosa / 24 horas
Quando a dependência química deixa de ser um problema e passa a ocupar o centro da casa, a internação estruturada é o caminho mais seguro para interromper o ciclo, com acolhimento, equipe multidisciplinar e a família acompanhando de perto.
O que costuma trazer você até aqui
Pedidos e promessas sozinhos não sustentam mudança. Entendemos o que você está atravessando, e ninguém aqui vai julgar você por isso.
Brigas, agressividade, objetos quebrados e medo. Ninguém entra mais no quarto, e a relação com os filhos foi a primeira a se perder.
Dívidas, cheques devolvidos, contas de luz e água. O orçamento da casa foi para o vício e o patrimônio começa a desaparecer.
Mãe que não dorme, irmão que cobra, cônjuge que desiste. A relação com a substância virou a relação mais importante da casa.
Se você reconheceu dois ou mais desses quadros, a internação pode ser a decisão que salva a casa.
Entender como funcionaA parte que ninguém fala
Viver ao lado de alguém com dependência química produz um quadro próprio, reconhecido como codependência. E é por isso que, na maioria dos casos, o tratamento só se sustenta quando a família também é cuidada.
Enquanto a pessoa luta contra a substância, a família luta contra o medo da próxima crise, pela conta que vence, pelo olhar dos filhos. Ninguém escolheu isso, mas todo mundo carrega.
Equipe clínica, Grupo Vida Nova
Paciente que sai do tratamento e família que continua desorganizada é receita quase certa de recaída. Cuidar dos dois lados não é gentileza: é o que sustenta a recuperação.
Por que só não adianta
Entender as quatro etapas mostra por que a recaída não é fracasso, e por que interromper o ciclo exige tratamento contínuo em vez de um esforço isolado.
“Eu controlo o uso.” O consumo cresce em segredo, e a primeira a perceber a mudança de humor é sempre a família.
O ciclo se retroalimenta: a vergonha gera isolamento, e o isolamento remove justamente a rede de apoio que permitiria pedir ajuda.
A pessoa para de responder convites, troca amigos pelo grupo de uso e cria uma rotina paralela que ninguém dentro de casa enxerga.
A tolerância aumenta, o desejo supera a vontade e toda promessa se quebra. É neste ponto que a internação se torna necessária.
A recuperação não começa quando ele para de usar. Começa quando a família para de tentar sozinha.
Equipe clínica, Grupo Vida Nova
Por que internar
Muita família espera a internação porque tem medo dela. O medo é compreensível, mas na prática o tratamento estruturado acontece antes de a situação virar emergência — e é justamente aí que ele funciona melhor.
Conviver com a mesma substância, os mesmos amigos e as mesmas cobranças torna quase impossível sustentar a abstinência. A internação retira o paciente do ambiente que alimenta o uso — sem isolamento e sem punição.
A retirada brusca da substância causa um desconforto intenso, com risco de crise e recaída. Internado, esse momento é atravessado com medicação, enfermagem e monitorização, que é o que reduz a chance de retorno.
Enquanto o uso continua, todos os outros problemas ficam congelados: brigas, dívidas, medo, agressividade. A internação permite que a casa respire e que a convivência entre os filhos volte a existir.
Na rua, o paciente vive cada dia pela vontade de usar. Na clínica, ele constrói rotina, laço terapêutico e prevenção de recaída — a base de uma recuperação que se sustenta depois da alta.
Muitos casos graves só chegam até nós depois de uma internação de emergência, uma agressão ou um processo involuntário pela justiça. Quando a decisão é tomada com calma, ela é melhor para todos.
Na prática, a internação devolve para quem cuida o papel de decidir junto, em vez de tentar carregar sozinho. E a família deixa de ser fiscal para virar parte do tratamento.
Entenda sem medo
Não é castigo, não é isolamento e não é uma prisão. É um período estruturado de tratamento em ambiente monitorado, com equipe de saúde e rotina terapêutica definida.
A pessoa reconhece a necessidade do tratamento e concorda em ser internada. É a modalidade mais comum e a que preserva melhor a relação com a família.
Formalizada pelo paciente ou, quando cabível, pelo representante legal, conforme o artigo 188 da Lei 13.896/2019.
Um familiar busca a internação porque não há mais condições de manter a pessoa em casa com segurança. A clínica avalia o caso e orienta a família sobre todos os documentos necessários.
Quando o paciente não consegue consentir de forma consciente e existe risco iminente, é possível acionar a via judicial como último recurso.
Determinada pelo poder judicial em situações de risco iminente à vida ou à saúde, sempre com parecer técnico da equipe médica e direito de defesa assegurado.
Nosso jurídico acompanha todo o processo e orienta a família sobre prazos, laudos e recursos.
Acomodação, alimentação, assistência de enfermagem 24h, medicamentação quando prescrita, acompanhamento individual e em grupo, atividades terapêuticas e ocupacionais, além de relatórios de evolução para a família.
Existe um período mínimo definido pela equipe médica conforme o quadro clínico e um período ideal para consolidar a recuperação. Trabalhamos com três períodos de referência: 3, 6 e 9 meses — sendo 6 meses o mais indicado na maioria dos casos. O período é sempre reavaliado ao longo do processo.
Após o primeiro contato, agendamos uma avaliação presencial sem custo. Nela a equipe avalia o quadro, confere a documentação e, havendo indicação, reserva a vaga para a data mais próxima possível.
Preparamos um guia completo com a lista de enxoval, os itens de higiene mensal e o calendário de visitas e chamadas de vídeo. Você pode imprimir ou enviar direto para a família.
Baixar o Guia de Enxoval (PDF) Guia de Enxoval e Visitas · Grupo Vida Nova
Há horários definidos para visitação e comunicação, ajustados conforme a fase do tratamento. A maioria dos pacientes mantém contato diário com a família por telefone ou videochamada.
Alta não é fim de atendimento. O paciente segue com terapia ambulatorial, medicação quando necessária, grupos de apoio e consultas de manutenção, e a família continua com acompanhamento e orientação.
Método
Dependência química não se resolve com uma única intervenção. Nosso protocolo combina cuidado clínico, terapia e reintegração social em todas as etapas.
Avaliação médica, manejo da abstinência, medicação de manutenção quando indicada e acompanhamento de comorbidades.
Terapia cognitivo-comportamental, intervenção breve, manejo de desejos e construção de rotinas sustentáveis.
Grupos de apoio, terapia em grupo e participação da família em Al-Anon, para reconstruir a confiança.
Plano de contingência, mapeamento de gatilhos e estratégias práticas para os momentos de maior risco.
Atividades ocupacionais, hortifrú, exercícios e construção de propósito para a vida fora da clínica.
Orientação e acolhimento dos familiares durante todo o percurso do tratamento.
Acompanhamento contínuo na unidade, com visitas periódicas das especialidades que conduzem o caso.
Além das visitas periódicas, a equipe de enfermagem e o terapeuta ficam disponíveis 24 horas por dia, todos os dias, dentro de cada unidade.
Estrutura
Ambiente acolhedor, seguro e com rotina clara reduz a ansiedade e aumenta a adesão ao tratamento. Cada unidade tem quartos individualizados, salas de terapia e de convivência, refeitório e área externa.
Serviço adicional
Quando a decisão já foi tomada, o paciente não deveria depender de terceiros para chegar à clínica. Realizamos remoção particular, com equipe própria, transporte adequado e acompanhamento durante todo o trajeto.
A remoção observa a legislação vigente. Quando não há consentimento e existe risco à vida ou à saúde, é acionada a via judicial, com parecer técnico e acompanhamento do nosso jurídico.
Quem conduz
Todo paciente passa por uma avaliação individual antes da internação. Ela define o plano terapêutico, a medicação quando necessária e a melhor modalidade de entrada.
Do primeiro dia à alta, o mesmo responsável técnico acompanha a evolução e mantém a família informada. A identificação completa do profissional responsável consta do contrato, do laudo de admissão e da placa da unidade.
Ninguém entra aqui para ser julgado. Recebemos um por um, ouvimos a história inteira e construímos juntos o plano de tratamento. A cura começa na primeira conversa em que a pessoa se sente segura.
Equipe clínica, Grupo Vida Nova
Unidades e investimento
O Grupo Vida Nova trabalha com duas linhas de tratamento. Os valores abaixo são os de tabela, por mês; o valor exato do seu caso é apresentado na avaliação, antes de qualquer decisão. E a avaliação não tem custo.
Linha Unidades Internação terapêutica completa
Modalidade compulsória, a mais procurada do Grupo Vida Nova.
a partir deR$ 1.100/mês
Matrícula R$ 1.100
A mesma estrutura de cuidado, com o melhor valor da linha.
a partir deR$ 900/mês
Matrícula R$ 900
Linha Prime Amplo acompanhamento das especialidades e da família
Unidade feminina com acompanhamento completo das especialidades.
a partir deR$ 1.200/mês
Matrícula R$ 1.200
Unidade masculina com acompanhamento completo das especialidades.
a partir deR$ 1.300/mês
Matrícula R$ 1.300
Tratamento especializado para pessoas com 60 anos ou mais.
valores sobconsulta
Matrícula sob consulta
Toda internação envolve a matrícula, com o mesmo valor da mensalidade escolhida, quitada na data de entrada. Ela é paga uma única vez e não se repete ao longo do tratamento.
Emitimos um guia em PDF com a lista completa de enxoval, os itens de higiene mensal e o calendário de visitas e chamadas de vídeo. Envie para a família ou imprima na hora da internação.
Valores mensais de tabela, sujeitos a ajuste conforme o perfil clínico, o tipo de substância e o tempo de permanência. As formas de pagamento e o parcelamento são apresentados na avaliação. A avaliação não tem custo.
Duração do tratamento
O período é definido pela equipe médica na avaliação, conforme o quadro clínico, a substância e o histórico do paciente. Os três intervalos abaixo são as referências do nosso protocolo — e explicamos por que, na maioria dos casos, recomendamos seis meses.
Fase inicial
É o tempo mínimo do nosso protocolo. Cobre a desintoxicação, a estabilização clínica e a primeira fase de terapia — quando o corpo se reorganiza e o paciente passa a sustentar a abstinência com apoio diário.
Indicado para quadros mais leves, com bom suporte familiar e uso recente.
Consolidação
É o período que a nossa equipe recomenda na maioria dos casos. Os três primeiros meses resolvem a urgência; os três seguintes consolidam a mudança. É quando a rotina, os vínculos e a prevenção de recaída deixam de depender do ambiente protegido e passam a se sustentar.
É o tempo médio necessário para que a recuperação se sustente depois da alta.
Casos complexos
Para quadros que pedem mais tempo: comorbidades psiquiátricas, uso de múltiplas substâncias ou histórico de várias recaídas. O último trimestre é dedicado à reintegração social e à reestruturação familiar e profissional.
Reservado para os casos em que a equipe identifica risco maior de retorno.
A mensalidade é a mesma nos três períodos — o que muda é por quanto tempo ela é paga. A equipe revisa o período ao longo do tratamento e conversa com a família antes de qualquer prorrogação.
O que acontece na prática
A maior dúvida de quem decide pela internação é não saber o que vem depois. Este é o caminho que o paciente percorre, dia a dia, dentro da unidade — e o que a família pode esperar em cada etapa.
Chegada, recepção pela equipe e avaliação clínica inicial. Nela são definidos o plano terapêutico e a medicação quando indicada. A matrícula é feita no ato e a família sai com o contato direto da unidade.
Fase da desintoxicação, com enfermagem e terapeuta 24 horas e ajuste de medicação. É quando o corpo se reorganiza, o sono volta e a abstinência é atravessada com acompanhamento — não sozinho.
A primeira chamada acontece com 15 dias. Até lá, quem fala com a família é a equipe, para proteger o início do tratamento. Neste ponto a rotina, a terapia e os grupos já estão em curso.
Terapia individual semanal, grupos diários, atividades ocupacionais e hortifrú. O psiquiatra faz a avaliação mensal e ajusta a conduta. A equipe mantém a família informada da evolução.
A primeira visita é liberada após 30 dias. A partir dela, as visitas seguem de 15 em 15 dias e as chamadas de vídeo acontecem toda quarta ou quinta.
Os 30 dias iniciais estabilizam o quadro. A consolidação da recuperação acontece nos meses seguintes — por isso trabalhamos com períodos de 3, 6 ou 9 meses.
Dúvidas frequentes
Se a sua pergunta não estiver aqui, nossa equipe responde pessoalmente em poucos minutos.
Tirar minha dúvidaConversas com nossa equipe são confidenciais. Você não precisa contar nome, diagnóstico nem qualquer detalhe para receber o primeiro retorno.
Sim. A internação terapêutica é um ambiente de cuidado, monitorado por profissionais de saúde 24 horas. Não existe violência, e contenção física não é utilizada como método. Todo o tratamento segue protocolo clínico documentado e a família recebe relatórios de evolução.
Na maioria dos casos a recusa faz parte do ciclo. Fazemos uma avaliação presencial para entender o que está travando essa recusa, muitas vezes medo, vergonha ou a crença de que ninguém acredita nele. Quando não há consentimento possível e existe risco iminente, o caminho é o judicial, com acompanhamento jurídico desde o início.
O período é definido individualmente após a avaliação, com base no quadro clínico, na substância e na resposta ao tratamento. Nossos períodos de referência são de 3, 6 ou 9 meses — sendo 6 meses o mais indicado na maioria dos casos. Há reavaliações periódicas e comunicação constante com a família.
Na linha Unidades, a Unidade 01 tem valores a partir de R$ 1.100 por mês e a Unidade 02 a partir de R$ 900 por mês. Na linha Prime, a Feminina Prime tem valores a partir de R$ 1.200 por mês, a Masculina Prime a partir de R$ 1.300 por mês e a unidade de Idosos tem valores sob consulta, porque o perfil de saúde muda o plano. A avaliação é gratuita e você recebe a proposta exata, com todas as inclusões, antes de assinar qualquer contrato. Não existem custos ocultos.
Sim. Toda internação tem matrícula, e o valor dela é o mesmo da mensalidade escolhida. A matrícula é paga no ato da internação, na data de entrada, e garante o início do tratamento sem pendência financeira. As formas de pagamento e o parcelamento são apresentados na avaliação. O restante da mensalidade segue o período de permanência.
Dentro da unidade há enfermagem e terapeuta ocupacional 24 horas por dia, todos os dias. O psicólogo realiza atendimento semanal e o psiquiatra faz o acompanhamento mensal. Além das consultas periódicas, toda a equipe está disponível 24 horas dentro da clínica para intercorrências.
Sim. Realizamos remoção particular com equipe própria, veículo reservado e profissionais de saúde acompanhando o trajeto, com retirada no endereço do paciente ou no hospital. Os valores são informados por consulta, conforme distância, horário e complexidade. A remoção segue a legislação vigente e, quando não há consentimento e há risco à vida, é acionada a via judicial com acompanhamento do nosso jurídico.
As formas de pagamento e o parcelamento são apresentados na avaliação, junto com a proposta do plano. Nossa equipe financeira monta a melhor condição para a sua realidade.
Sim. Há rotina de visitação definida com a equipe e comunicação diária com a família. O uso de celular e internet pode ser ajustado conforme a fase do tratamento e a evolução do paciente.
Não é obrigatório, e muitos pacientes têm mais sucesso em internar sozinhos. Mas a família recebe orientação estruturada, participa de grupos de apoio, como o Al-Anon, e de reuniões periódicas, porque a recuperação é de toda a casa.
Há acompanhamento ambulatorial contínuo, com terapia, medicação quando necessária, grupos de apoio e consultas de manutenção. A transição é planejada antes da alta, com a família envolvida em cada etapa.
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